Segundo o Houais, "interatividade", no contexto da informática é "ato ou faculdade de diálogo intercambiável entre o usuário de um sistema e a máquina, mediante um terminal equipado de tela de visualização"
Entrei na faculdade em 2004, sem muitas idéias definidas de como queria excercer o jornalismo. Na bagagem, trazia o gosto pelas letras e pela internet.
Já tinha este blog pessoal, que sempre foi um diáriozão (as postagens mais antigas chegam a me condenar, mas culpo a pouca idade). Adorava ter onde escrever o que quisesse sobre o que quisesse... Adorava também que me deixassem comentários.
Jornalismo e blog eram coisas separadas nessa época. Tanto que o acesso a blogs pelos computadores da Cásper Libero, até o ano passado, era bloqueado. Eles bloquearam os mais populares em 2004 - como este aqui, o Blogger - e depois não levaram a proibição adiante para Blogspot e Wordpress. Enfim.
Só lá no 3º ano, quando tivemos aula de Novas Mídias com Fabiana Zanni, que experimentei misturar uma coisa a outra. Fizemos um blog (valendo nota!) experimental, não deu em nada, mas foi um marco. Percebi que vários jornalistas encontravam nos blogs um meio de expor suas idéias com mais liberdade; um espaço para tratar de assuntos de interesse pessoal que não existia em outro lugar.
Vi também que interessante é ler e ser lido quando há um canal nada burocrático de diálogo: a caixinha de comentários. Crítica, elogio, opinião, complemento e colaboração (esta última, tema do meu TCC). O leitor saiu da seção de cartas para dizer ao autor (e aos outros leitores) o que pensava. Que coisa...
Agora, formada há alguns meses, transformei toda minha empolgação das aulas da Zanni em projeto pessoal. Lancei em fevereiro o blog PlanejandoMeuCasamento. Em pouco mais de um mês, já acumulou quase 3 mil pageviews (e alguns poucos comentários). O combustível para o tranco é a animação de botar em prática o que ouvi e de experimentar, pela primeira vez, esse diálogo da web como jornalista.
Odeio assessoria de imprensa com má vontade.
Estou escrevendo artigos para a área de crianças aqui no site e a pauta inclui vários parques.
Um deles está fazendo o maior doce para responder minhas perguntas e agendar uma visita. Estou há mais de uma semana nesse lenga lenga.
Hoje, a assessora me mandou um e-mail: "O pessoal do parque está sem tempo para responder suas perguntas porque tá envolvido com uma série de eventos que vai ter esse fim de semana, respondo na semana que vem". Ok. Respondi que ok, eu espero, e escolhi um dia para a visita. Ela me responde "A definição disso só teremos semana que vem".
Poxa, eu vou escrever um artigo de 10 páginas sobre o parque. Pra eles, é publicidade de graça.
Um pouco de disposição não ia mal...
Fiz uma lista de filmes de casamento no outro blog: http://planejandomeucasamento.wordpress.com/2008/03/22/filmes-sobre-casamento/
Alguém lembra de mais algum?
Depois de muito procurar clínicas, datas e horários compatíveis, finalmente comecei a fisioterapia nesta terça-feira.
O que o médico receito foram 10 sessões de fisioterapia com estímulo elétrico (ou eletroestimulação) para tratar minha neuropatia fibular na perna esquerda.
Até fiz um vídeo pra vocês verem como é.
A fisioterapeuta coloca eletrodos na perna em pedaços estratégicos (que ela acha depois de testar muito) e liga o FESS - o aparelho responsável pelos choques.
Os nervos estimulados faziam com que o pé puxasse para a esquerda e o dedão se dobrasse durante algunsn segundos, depois parava por um tempinho e recomeçava.
No começo é ruim, mas depois dá para acostumar... Perto da eletroneuromiografia, foi quase uma cócega.
Tenho levado muitos choques ultimamente. Mas pelo menos essa é uma esperança de que meu pé melhore e eu não tenha que entrar mancando na igreja no meu casamento.
Odeio primeiro dia de um jeans. Todo mundo sabe que o tecido alarga um pouco com alguns dias de uso, por isso não podemos comprar uma calça que fique totalmente confortável no provador. Temos que ficar com aquela que fica justinha. O ruim é que, até ela lacear, tenho que usar uma calça apertada no joelho, na coxa, no bumbum...
Pra mim, é uma grande metáfora de qualquer tipo de primeiro dia: emprego, faculdade, namoro... A gente fica num desconforto, uma sensação de deslocamento, uma dificuldade pra nos adaptarmos ao novo (no caso do jeans, adaptar o novo a nós)... Pelo menos, sei que, literal ou metaforicamente, é questão de tempo até que passe o estranhamento e eu me sinta, assim, uma musa. Mas até lá é um aperto...
Quarta eu fui lá no Morumbi (eu fui, eu fui) (...)
E não quis cadeira numerada, eu fui de arquibancada pra sentir mais emoção,
Porque meu time bota pra f**ê
E nome dele são vocês que vão dizer,
Oô, oô, Oô, oô oo, oô oo, oô, São Paulo
:)
Dois do Adriano (*suspiro), no segundo tempo. Divertidíssimo.
Recarreguei meu bilhete único (cartão de ônibus) ontem. Havia duas filas de umas 20 pessoas no guichê do terminal Joaõ Dias. Com meu aparelho ortopédico estrategicamente à mostra, pedi licença para um senhor e "furei" fila.
Ter restrição de mobilidade tem suas vantagens. Não ando mais em pé em ônibus, trem ou metrô, uso elevador nas estações, não pego fila em banco. Há quem olhe feio para mim. Às vezes eu mesma fico constrangida, pensando que é sacanagem com os outros. Eu não consigo mexer um músculo, às vezes isso me parece pouco motivo para esses privilégios.
Mas aí eu lembro que quando fico muito em pé, meu pé fica doendo mais tarde. As pessoas saudáveis que fazem uma longa viagem de ônibus levantadas ou que ficam em filas quilométricas no banco chegam em casa no fim do dia, tomam um banho, deitam com os pés para cima e em algum tempo (10 minutos, 1 hora, 5 horas), ficam bem. Eu não.
Quando volto para casa todos os dias, tiro meu aparelho, com tênis e tudo, e saio mancando pela casa. Meu pé não fica normal no fim do dia. Ele não fica bem há quatro meses.
As pessoas saudáveis perdem tempo em filas mas podem se apressar andando na rua. Além de ficar com o pé doendo por ficar parada na fila, eu não consigo andar rápido. Tenho um limite de velocidade para caminhar: se forçar, o pé dói e a coisa piora.
Eu também não posso usar salto alto, sandálias, sapatilhas, scarpins ou qualquer tipo charmoso de sapato feminino. Usei uma Moleca (aquela de pano) na minha formatura e tênis no aniversário do chefe do meu namorado. Eu não posso correr, malhar, nadar, fazer ioga.
Alguma das pessoas que acha ruim quer trocar de lugar?
Então, ponho aquele sentimento de culpa de lado e me apóio na vozinha do trem que diz: "Os assutnos de cor cinza são de uso preferencial para idosos, gestantes e pessoas com restrição de mobilidade. Respeite esse direito".
Fui ao médico ontem e a má notícia é a que meu quadro está piorando. O nome atual é Neuroplatia fibular, possivelmente compressiva.
Quer dizer que tenho uma inflamação no nervo que passa sobre a cabeça da fíbula (osso da perna perto do joelho), provavelmente causada por uma compressão (algum corpo estranho apertando o nervo, que pode ser um músculo inchado ou até - Deus queira que não - um tumorzinho).
Os exames mostraram que há uma inflamação (sem mostrar o pode estar causando a compressão) e que o processo de denervação (dano no nervo) está ativo.
Apareceu também um leve formigamento na mão esquerda, que o doutor disse que, apesar de ser provável que não tenha nada a ver com o pé, se tiver, pode ser sinal de alguma complicação neurológica mais séria.
Ele receitou novamente as injeções de corticóide (Dexacitoneurin, a do xixi vermelho), que devem solucionar o problema da mão no caso de não ter ligação com o do pé.
Para o pé, continuarei tomando Núcleo CMP (para reconstruir a bainha de Medina, que parece ser tipo um canal condutor de estímulos elétricos) e farei dois meses de fisioterapia. Se não melhorar, o médico falou em operação. Será um procedimento meio invasivo: vão abrir minha perna esquerda do joelho até a canela para identificar e eliminar a causa da compressão.
Fogo, né? Mas vamos em frente. Tratando, orando e torcendo.